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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Candombe da Lapinha

Há alguns meses o coletivo casinha esteve presente em massa no encontro de capoeira angola organizado pela Associação cultural Eu Sou Angoleiro. Pode-se dizer que o grupo de capoeira da casinha é um braço dessa associação, já que tem à frente o Ilustríssimo Sr. Mumu, treinel do Mestre João. A gente se sentiu em casa nesse evento que fez jus ao nome "Lapinha museu vivo no mês da abolição". Digo isso porque quem esteve lá realmente se sentiu em um museu de cultura popular e pôde apreciar manifestações autênticas da cultura negra e mineira.

Neste ambiente inspirador, a equipe jornalística da casinha deitou e rolou em meio aos encontros que aconteciam a todo momento envolvendo mestres, alunos, percussionistas, cantadores, gringos e tudo quanto é gente. Foi aí que a gente teve contato com essa galera muito especial, que já foi introduzida aqui no blog há algum tempo pelo nosso parceiro Luis Gabriel, que fez uma postagem com os áudios que captou no dia. Agora então nós postamos as imagens feitas com os Candomberos da Lapinha de lagoa Santa.

O Candombe é uma manifestação religiosa mineira encontrada nas cidades do interior do estado. Os devotos de Nossa Senhora do Rosário cantam e tocam em louvor à Santa protetora dos negros. Aqueles que curtirem o vídeo abaixo devem procurar essa galera em Lagoa Santa, os tiozinhos são muito receptivos e assistir a um ritual destes ao vivo é outra história.... Então, com vocês, os “negrinhos de Nossa Senhora do Rosário”:

PS: Visualizem o vídeo em uma nova janela. Está no formato 16:9




quinta-feira, 28 de maio de 2009

terça-feira, 24 de março de 2009

Viva a Capoeira Angola!!

Pra homenagear a galera da capoeira e ajudar os mais desinformados,vou colocar aqui a história de Mestre Pastinha, que difundiu e aperfeiçoou a capoeira e deixou discípulos e seguidores espalhados pelo mundo.
Salve Pastinha, o grande mestre!!


Vicente Joaquim Ferreira Pastinha (Salvador, 5 de abril de 1889 — Salvador, 13 de novembro de 1981), foi um dos principais mestres de Capoeira da história.

Mais conhecido por Mestre Pastinha, nascido em 1889 dizia não ter aprendido a Capoeira em escola, mas "com a sorte". Afinal, foi o destino o responsável pela iniciação do pequeno Pastinha no jogo, ainda garoto. Em depoimento prestado no ano de 1967, no 'Museu da Imagem e do Som', Mestre Pastinha relatou a história da sua vida: "Quando eu tinha uns dez anos - eu era franzininho - um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para a rua - ir na venda fazer compra, por exemplo - e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar escondido de vergonha e de tristeza." A vida iria dar ao moleque Pastinha a oportunidade de um aprendizado que marcaria todos os anos da sua longa existência.

"Um dia, da janela de sua casa, um velho africano assistiu a uma briga da gente. Vem cá, meu filho, ele me disse, vendo que eu chorava de raiva depois de apanhar. Você não pode com ele, sabe, porque ele é maior e tem mais idade. O tempo que você perde empinando raia vem aqui no meu cazuá que vou lhe ensinar coisa de muita valia. Foi isso que o velho me disse e eu fui". Começou então a formação do mestre que dedicaria sua vida à transferência do legado da Cultura Africana a muitas gerações. Segundo ele, a partir deste momento, o aprendizado se dava a cada dia, até que aprendeu tudo. Além das técnicas, muito mais lhe foi ensinado por Benedito, o africano seu professor. "Ele costumava dizer: não provoque, menino, vai botando devagarinho ele sabedor do que você sabe (...). Na última vez que o menino me atacou fiz ele sabedor com um só golpe do que eu era capaz. E acabou-se meu rival, o menino ficou até meu amigo de admiração e respeito."

Foi na atividade do ensino da Capoeira que Pastinha se distinguiu. Ao longo dos anos, a competência maior foi demonstrada no seu talento como pensador sobre o jogo da Capoeira e na capacidade de comunicar-se. Os conceitos do mestre Pastinha formaram seguidores em todo Brasil. A originalidade do método de ensino, a prática do jogo enquanto expressão artística formaram uma escola que privilegia o trabalho físico e mental para que o talento se expanda em criatividade. Foi o maior propagador da Capoeira Angola, modalidade "tradicional" do esporte no Brasil.

Em 1941, fundou a primeira escola de capoeira legalizada pelo governo baiano, o Centro Esportivo de Capoeira Angola (CECA), no Largo do Pelourinho, na Bahia. Hoje, o local que era a sede de sua academia é um restaurante do Senai.

Em 1966, integrou a comitiva brasileira ao primeiro Festival Mundial de Arte Negra no Senegal, e foi um dos destaques do evento. Contra a violência, o Mestre Pastinha transformou a capoeira em arte. Em 1965, publicou o livro Capoeira Angola, em que defendia a natureza desportista e não-violenta do jogo.

Entre seus alunos estão Mestres como João Grande, João Pequeno, Curió, Bola Sete (Presidente da Associação Brasileira de Capoeira Angola), entre muitos outros que ainda estão em plena atividade. Sua escola ganhou notoriedade com o tempo, frequentada por personalidades como Jorge Amado, Mário Cravo e Carybé, cantada por Caetano Veloso no disco Transa (1972). Apesar da fama, o "velho Mestre" terminou seus dias esquecido. Expulso do Pelourinho em 1973 pela prefeitura, sofreu dois derrames seguidos, que o deixaram cego e indefeso. Morreu aos 93 anos.

Vicente Ferreira Pastinha morreu no ano de 1981. Durante décadas dedicou-se ao ensino da Capoeira. Mesmo completamente cego, não deixava seus discípulos. E continua vivo nos capoeiras, nas rodas, nas cantigas, no jogo. "Tudo o que eu penso da Capoeira, um dia escrevi naquele quadro que está na porta da Academia. Em cima, só estas três palavras: Angola, capoeira, mãe. E embaixo, o pensamento:

"Mandinga de escravo em ânsia de liberdade, seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio capoeirista."


Abaixo um pequeno vídeo com o próprio:



Êta velhinho simpático. Né não!!??



matheus rocha